terça-feira, 5 de outubro de 2010

Aldeia Global

McLuhan disse em seu livro de 1962 The Gutenberg Galaxy (A Galáxia de Guteberg): "A nova interdependência eletrônica recria o mundo em uma imagem de aldeia global.". Como assim?

Antes, a civilização era moldada segundo os padrões de comunicação pela palavra impressa, tinha a comunicação:

· fragmentada

· linear

· de propagação lenta

· de caráter individualizante

E hoje, adaptada à dominância dos meios de comunicação de base eletrônica, é:

· integrada,

· não-linear

· de propagação instantânea

· de caráter comunitário (todos participam da vida de todos, e o envolvimento social é global)

Pois é, o que antes era esperar o moleque jogar o jornal na porta da sua casa pra você poder ler as notícias uma vez por dia e “morreu aí”, se não gostou: fazer o que?!, se teria mais dados a declarar sobre tal assunto: guarde pra você, se quer saber a opinião de outros: é uma pena, isso mudou.

Agora podemos abrir sites de notícias e ler só isso, se quisermos, o dia todo, de todas as partes do mundo, do jornal que gostamos; podemos fazer a notícia, criando blogs; sabemos quase na mesma hora que a cantora tal foi levada pra rehab, por exemplo; ligamos e mandamos sms o tempo todo, pra todo mundo; etc.

Isso é a “aldeia global”: o progresso tecnológico que tá reduzindo todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia, ou seja, a possibilidade de se intercomunicar diretamente com qualquer pessoa que nele vive.

Só que tem um detalhe: nem todo mundo tem TV, internet, celular... :X

“The medium is the message”


Ou, para os leigos, “O meio é a mensagem”. Esse é um dos três pontos em que a obra de McLuhan pode ser essencialmente resumida.

Então, foi McLuhan que disse isso e essa foi, tipo, a maior contribuição dele pra sociedade. Foi uma revolução! Porque os estudiosos da comunicação só discutiam o conteúdo da mensagem e não pesquisavam as mídias.

McLuhan foi o precursor dos estudos midiológicos e ele dizia que o mesmo conteúdo, sendo um transmitido pela televisão e outro pelo jornal impresso, por exemplo, tem efeitos sociais diferentes. Isso porque o veículo de transmissão é que caracteriza a mensagem, porque cada um tem suas características próprias (linguagem, forma, efeitos).

Um exemplo é a diferença de credibilidade quando uma mesma mensagem é transmitida oralmente por uma pessoa conhecida ou quando é enviada pela televisão. Tipo, se tua amiga dissesse: “vai ter show da Lady Gaga aquiiii!”, tu ia acreditar?

Outro exemplo: no MSN você sempre briga com seu namorado porque os dois não entendem a entonação do: “ta certo” do outro.

Terceiramente...


  • Terceiramente: Certo, agora que o básico ta mais ou menos explicado, vamos  a parte complicada, a mudança da trajetória do pensamento do McLuhan.Um dos pontos importantes da sua obra é o seu caráter "localizado", o efeito que ela teve no público só foi tão intenso porque era um público norte-americano, os temas dialogavam com a mentalidade da nação americana, uma nação que vê o seu destino como o do mundo todo.

    Em um certo momento o autor abandona o seu pensamento de que os homens devem tomar consciência da real natureza dos meios e explica o novo pensamento, o de que se deve perceber as mensagens veiculadas conforme as características dos meios nos quais as mesmas são transmitidas, e o modo que esses meios influenciam a percepção da mensagem.

    Um das melhores maneiras que ele encontrou de demonstrar como o Meio É a Mensagem foi com uma lâmpada representando um meio que é a própria mensagem. Opa, como assim?
    Simples, a lâmpada não possui nenhum conteúdo, diferente das matérias em um jornal ou programas em uma televisão, mas, de seu modo, tem um efeito social, que é permitir à sociedade ver onde antes só existia escuridão. Ou seja, a lâmpada é um meio sem conteúdo, mas que tem seu efeito. Massa né?


Segundamente...

  • Segundamente: Para facilitar o entendimento da trajetória do pensamento de McLuhan o melhor é fazer um resumo do que o texto em si se trata. "O Meio é a Mensagem" foi uma frase grafado pelo autor que significa que o meio no qual a mensagem é transmitida, seja ele um jornal; televisão e, hoje em dia, as mídias digitais, é incorporado à própria mensagem, modificando assim o modo como ela é percebida.

    Resumindo, o meio afeta, e muito, a mensagem. Um bom exemplo disso se vê na Publicidade, no caso das mídias alternativas. Digamos que uma empresa quer anunciar um novo produto, me responda se sua atenção não se prenderia muito mais a algo assim do que a um panfleto qualquer entregue no sinal:






Muita informação até agora? Calma, no próximo termina.





Primeiramente...

Antes de começar a tentar - e friso - tentar repassar a vocês, caros leitores, o que eu entendi com o texto número 7, de autoria de Marshall McLuhan, queria deixar alguns pontos em claro:


  • Primeiramente: A maneira mais fácil que vi de tentar fazer vocês entenderem foi escrever aqui exatamente o que veio à minha cabeça quando li o texto, de um jeito bem simplificado, sem muitas voltas e sem encher linguiça.
    Visto que o objetivo desse Blog é ajudar os outros alunos a entenderem o texto do nosso grupo,  a melhor maneira de se conseguir isso é fazendo algo que primeiramente nós mesmos entendamos, para depois repassar para vocês.  Nos próximos posts vou tentar fazer um resumo do objetivo geral do texto e depois tentarei explicar a mudança no pensamento do autor que modificou algumas conjecturas sobre o assunto dos meios de comunicação. Ficou complicado né? Mas calma, a gente resolve isso.

    Não saiam daí!



    McLuhan foi o cara!!

    McLuhan foi um cara e tanto.. Responsável pelos aprofundados estudos sobre os meios de comunicação e a sua ligação no comportamento da sociedade. Foi um dos teóricos mais reconhecidos na área da comunicação com suas ideias que ganharam espaço mundial, mesmo não

    conseguindo o apoio unânime, o que na verdade seria muito difícil, McLuhan conseguiu mais aliados e admiradores ao invés de críticos, o que levou a ser muito bem visto e elogiado por inúmeras revistas e outros grandes pensadores.. O cara tinha muitos motivos pra se achar né não?

    McLuhan considera a fala, o rádio, o jornal, a televisão.. os meios de comunicação em geral também chamado de “extensões do homem”, como forma de modelagem da sociedade, ou seja, a forma de agir e pensar de uma população é transformada conforme as mudanças e avanços tecnológicos nos meios.

    Algumas das obras mais importantes desse perito são O Meio É a Mensagem: Um Inventário dos Efeitos e A Galáxia de Gutenberg

    Efeitos controláveis

    Para McLuhan, é impossível que seja o conteúdo a controlar os efeitos da mensagem, e sim a forma como a informação é transmitida, é o que controla os efeitos causados posteriormente, ou seja, o meio utilizado para transmitir a mensagem.


    E mais, esses efeitos também não podem ser controlados pelo consumidor, mas apenas pelos produtores da mensagem, que são os que possuem o domínio dos próprios media.


    Ou seja, é tipo assim:


    Os efeitos que a mensagem produz nos consumidores são controláveis, SIM!


    MAS, controláveis apenas pelos próprios produtores dessas mensagens!


    E também pela forma como é transmitida a mensagem, ou seja, o meio de comunicação utilizado!


    Os consumidores não possuem domínio algum sobre esses efeitos!


    O conteúdo da mensagem também não é o que controla esses efeitos!